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Tiro: A Arte de Ensinar! Cód. do Produto: 2205

Autor: Valdemar Amarilha Rodrigues
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Apresentação:

(COMO TUDO COMEÇOU)

Há 28 anos, não poderia imaginar que minha vivência nas fileiras da Polícia Militar me proporcionaria um ambiente favorável para desenvolver um trabalho tão gratificante e de vital importância para alguns milhares de colegas, a quem acredito firmemente que contribuí com seus aprendizados para a preservação do bem maior de um ser humano, como a vida e a liberdade, como bem definiu um de meus grandes mestres.

Hoje, ao ver se aproximar o momento do derradeiro fora de forma, posso compreender minha verdadeira missão, por isso não poderia simplesmente pedir permissão para me retirar e romper a marcha sem deixar registrado um pouco das experiências que vivi durante todos esses anos, atuando na área de ensino, dentro e fora da “Gloriosa Corporação”.

Já contava com quase dez anos nas fileiras, era 1990, mês de setembro, quando encontrei um colega de serviço, pelos corredores do Centro Administrativo, acreditando que ele regressava de férias, pois andava “sumido...” ocasião em que perguntei por onde andava, foi quando fiquei sabendo da existência de um curso de monitor de tiro, assim chamado por cultura da vida de caserna.

De imediato fui tomado por um grande interesse em frequentar o curso, de tal forma que imediatamente passei a me empenhar para conquistar uma vaga no próximo...

Sem perda de tempo fiz minha inscrição para a próxima turma, aliás, fui o primeiro inscrito para o curso II daquele ano.

Faltando três dias para encerrar o período de inscrição, dirigi-me ao setor responsável e qual não foi minha surpresa ao saber que o curso não se realizaria por falta de quorum.

Indignado, saí pelos corredores do Centro Administrativo concitando os colegas a se inscreverem no curso..., no último dia de inscrição retornei ao setor para saber como andava o número de inscritos e novamente outra surpresa, fiquei sabendo que o curso se realizaria, porém eu não poderia frequentá-lo, pois havia três Sargentos do meu departamento inscritos e eu era o mais recruta, por isso havia perdido a vaga para um colega mais antigo... isso é que eu chamo de ironia, porém, sem perder tempo, fui buscar ajuda e acabei sensibilizando o chefe do setor de inscrições, que acabou por viabilizar minha inclusão naquele grupo e assim consegui frequentar o curso, tendo obtido êxito máximo ao conquistar o primeiro lugar na classificação final.

Cabe ressaltar que frequentei o curso em uma situação bastante atribulada, pois minha mãe não andava muito bem de saúde naqueles dias, razão pela qual tive que levá-la ao médico por diversas vezes durante esse período, fato que me causou bastante desconforto, já que frequentemente era levado a me ausentar das aulas ou chegar após seu início para as instruções.

Outro fator é que toda aula prática era considerada prova, o que realmente exigia muita dedicação de cada aluno, considerando que o curso teve duração de 45 dias, totalizando 210 horas, envolvendo todas as armas que a Corporação possuía como dotação à época.

Eu, por diversas vezes, cheguei ao final da aula com tempo suficiente apenas para realizar minha prova, entretanto, isso contribuiu para eu perceber que tinha uma característica pouco comum, que era a de apresentar um melhor rendimento nas provas práticas e, sobretudo, quando atuava sob stress e com o nível de adrenalina elevado; tanto que acabei, como já disse, conquistando o primeiro lugar no curso. Fato semelhante também ocorreu quando frequentei o Curso de Instrutor da Confederação Brasileira de Tiro, no qual conquistei a segunda colocação.

O Autor




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